Caso “Vaza Jato” gera discussão acalorada em oficina do III Semascom sobre gerenciamento de crise na internet

O segundo dia do III Seminário de Assessoria de Comunicação (Semascom) ficou marcado pelo debate puxado pela jornalista Camilla Viegas sobre a crise de imagem do ministro Sérgio Moro e do procurador federal Deltan Dallagnol no caso “Vaza Jato”, investigação jornalística que revelou conversas entre os dois nas quais articulavam ações na operação Lava Jato.

 

Camilla Viegas é formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com pós-graduação em Assessoria de Comunicação e Marketing Digital, no Brasil, e Comunicação Política pela Universidad de Santiago de Chile. Além disso, é correspondente da Globo News e possui experiência profissional tanto no jornalismo de redação como na comunicação empresarial.

 

Na oficina com tema “Gerenciamento de crises na internet”, realizada no Auditório da Pós-Graduação em História, Camilla primeiramente apresentou os conceitos de identidade empresarial e imagem empresarial para depois iniciar a discussão sobre crise de imagem das instituições.

Para falar de crise na internet, a jornalista trouxe dados que reforçam a importância das redes sociais atualmente. Destaque para o relatório da We Are Social e Hootsuite 2018, que apontou que 62% da população brasileira está nas redes sociais e que 58% desses usuários de rede social já buscou por um produto ou serviço na internet.

 

Ela ressaltou o quanto a internet e as redes sociais podem potencializar uma crise de imagem, uma vez que a informação flui mais rapidamente e mais pessoas têm meios de se expressar sobre a crise. 

 

Camilla apresentou o caso da crise envolvendo Sérgio Moro e Deltan Dallagnol no caso “Vaza Jato” e questionou os presentes sobre diversos pontos do episódio: como foi a reação dos envolvidos? as respostas foram adequadas? como essa crise poderia ser enfrentada de outra maneira por uma assessoria de comunicação?

 

O público divergiu bastante nas respostas, havendo quem considerasse o discurso dos envolvidos na crise “perfeito” e quem apresentasse outras formas de solução da crise.

O estudante de Jornalismo Caio Cysne, da Faculdade Cearense (FAC), comenta que é difícil abster-se do posicionamento político dentro de uma gestão de crise política, como no caso analisado na oficina. “No caso de marcas a gente é menos emotivo, mas lidar com isso é um treino, até a gente se colocar de forma mais profissional. Assim, oficina foi legal pelo debate que propôs”.

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